Mostrar mensagens com a etiqueta 1961. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1961. Mostrar todas as mensagens

29/02/2012

Esplendor na relva (Splendor in the grass)

Elia Kazan, 1961

O título deste filme vem duma das mais famosas e belas poesias do escritor do Romantismo inglês William Wordsworth, citada no próprio filme: "Though nothing can bring back the hour of splendour in the grass, / of glory in the flower, / we will grieve not, / rather find strength in what remains behind".

A beleza deste filme é que encarna duma forma poderosa e profunda esta expressão duma experiência perfeitamente humana: a perda da pureza do primeiro amor, da juventude, da inocência própria do coração sincero. Após uma primeira apresentação duma situação quase idílica, o drama da vida toma o leme na vida dos jovens namorados Bud e Deanie (Warren Beatty e Natalie Wood, no seu melhor).

Recebeu o Óscar ao melhor argumento (quando esses eram prémios sérios), porque a narração, elaborada de forma genial, leva-nos a acompanhar as vidas destes jovens com grande força emotiva e, num inesperado percurso, deixa-nos uma certa inquietação: será que realmente podemos encontrar força só no passado, renunciando no presente aos grandes ideais da juventude?

21/05/2009

West Side Story

Bernstein/Robbins, 1961

Leonard Bernstein foi o criador da música, a partir de textos de Laurents adaptados por Sondheim, com coreografias de Jerome Robbins. A primeira versão do musical foi em Broadway, e depois foi feito um filme por Robbins e Wise estreiado em 1961, com a maravilhosa Natalie Wood e um tal Richard Beymer.

O musical está em Lisboa, no Politeama, numa adaptação de Filipe La Féria, bastante fiel ao texto original, a pesar de algumas traduções livres pouco eficazes, e muito a pesar uma cena de alcova perto do patético. Mas vale a pena passar uma tarde no teatro para o ver. Se não, vale a pena procurar a versão cinematográfica.

Principalmente, pela força da história e das personagens. Trata-se duma revisitação do clássico tema do shakesperiano Romeu e Julieta: um amor impossível entre duas pessoas de famílias e contextos inconciliáveis, presságio de tragédia. São Maria e Tony, de origens porto-riquenha e polaca, ligados a duas bandas juvenis de Nova Iorque. A acção é rápida e humana, próxima ao espectador contemporâneo.

Não é possível ficar indiferente diante das coreografias tão bem conseguidas. Por vezes, são dezenas de pessoas no palco, e nenhuma delas está fora de lugar, incomoda ou distrai. Quando o dinheiro abunda para uma produção assim, também não se podia esperar algo diferente...